Na Loja

Na loja de discos:

- Esse dvd que eu dei pro vendedor colocar é daqueles dois que sairam do Ídolos.

- Ídolos?

- Ídolos não, Fama. É, Fama! Me enganei.

O dvd começa...

- Eu gosto desses dois. Você tá gostando? Não né?...

- Não dá pra colocar o dvd que tava tocando antes? Daqueles quatro?

- Aqueles quatro? Mas eram os Beatles!

- Tá bom, mas coloca mesmo assim...

Sem post's nos próximos dias
Tô indo pra Sampaulo. Volto a tempo de pegar um bar aberto. Até lá, não vou postar nada. Asta la vista, muchachos e muchachas!
NÃO PERCAM!
Um dos blogs mais legais e criativos da internê é esse, o "correndo da câmera", de um cara 'do estrangeiro'. link na coluna da esquerda e aqui
NÃO PERCAM!
Há um blog que é demais! Bill Waterson criou os personagens, e diga-se de passagem que são geniais! Agora podem ser conferidos no blog O DEPOSITO DO CALVIN. O link ficará aqui no blog, na coluna do lado esquerdo. Confira!
ping-pong

Minha professora perguntou numa aula, após sua explicação:

- Então, depois de ver tudo isso, como vocês avaliam a logística no Brasil?

Respondi de bate pronto, à la Paulo Francis:

- Tá uma merda tudo isso. – e completei – Vâmo juntar tudo e ir embora.

Todos riram, inclusive a títier, depois guardaram os cadernos, pegaram as malas e foram embora. Fim de aula.

NOVELIETA: quarto capítulo de lero-lero

“Entao, é que a Terra tem um problema.”

“Ah, jura? Nem tinha reparado.”

“Tem sim. E isso levará a humanidade ao seu fim.”

“Puxa, mas é esse o problema?”

“É uma longa história. Você quer que eu conte tudo?”

“Conta só o principal.”

“Bem, tudo começou quando eu recebi um...”

“Quer saber. Não conta nada não. Só me diz o que você quer de mim.”

“Tá bom. Quero aprender a tocar isso.”

“Aprender a tocar gaita? Mas no que isso vai ajudar para salvar o planeta?”

“Em nada.”

“Então? Não entendi nada.”

“O planeta não tem mais solução, Adaílton. Não há nada para se fazer.”

“Pela última vez, meu nome é Adalberto! Se você errar meu nome outra vez, juro que vou embora.”

“Tá, tá. Mas como que faz pra tocar bem esse negócio?”

“E pra que você quer tocar isso? Não tem nada mais importante pra fazer não?”

“Ah, tenho umas coisinhas pra resolver, mas nem são tão importantes assim. Mas me diz, como eu faço?”

“Primeiro você tem que saber respirar. Uma boa respiração vai te ajudar muito a tocar bem. Você inspira assim e...”

“Peraí, tem um bichinho aqui no teu ombro. Pronto, tirei. Mas continua, Adaílton, tem que inspirar como? Adaílton, onde você vai? Volta aqui Adaílton! Volta aqui! Desse jeito eu te proíbo de entrar no céu, hein! Se bem que isso não é um castigo...bem eu te punirei de algum jeito. Volta aqui, Adaílton!!”

NOVELIETA: terceiro capítulo sem tempo para nada

Cruzando a praça central um senhor de idade tocava gaita sentado num banco. Adalberto passou por ele, distraído, mas foi interrompido com um chamado.

“Adaínton?”

“Não, Adalberto!”

“Sei, sei, senta aqui Adaílton.”

“Já falei, é Adalberto!!”

“Recebeu meu recado?”

“Que recado?”

“De que eu preciso de você, Adailton. Para salvar o mundo!”

“Porra, já falei, é Adalberto! Recebi sim, mas muito estranho aquele sujeitinho...”

“É, as pessoas enlouquecem quando vão para o céu. Não estranhe.”

“Puxa, então quero ir para o inferno.”

“As vezes eu também. No céu todo mundo só lê a Bíblia, chega a ser irritante. No inferno não. É pra lá que vai quem leu Marx, Freud, Níti, Platão, Sócrates, e todos os grandes pensadores.”

“Legal.”

“Você tem cinco minutos, Adaílton?”

“Adalberto. Cinco minutos? O livro?”

“Não, cinco minutos para eu explicar o que aconteceu. Tem?”

“Puxa vida, agora tá complicado. Você pode explicar amanhã? É que eu tenho que terminar o capítulo.”

“Ah, sim, tudo bem. Então amanhã eu te explico tudo.”

E assim termina o capítulo, sem tempo para nada, nem para ter cinco minutos de conversa. Até amanha, pessoal!

NOVELIETA: segundo capítulo, se você acreditar mesmo nisso.

“Venha aqui sua maldita!”, gritava Adalberto enquanto corria atrás de uma lagartixa, empunhando um jornal enrolado. Sejamos justos, ele corria atrás apenas do rabo da lagartixa. Adalberto não se arrependeu de beijar a mulher do capitulo anterior, e isso aconteceu por apenas um único e simples motivo: ele não fazia idéia do que tinha feito, pois havia esquecido. A lagartixa cruzou sua frente e quase teve um encontrão com o rabo, que se batia sem parar feito algo que se bate sem parar. Foi quando ele percebeu que estava perseguindo o alvo errado e corrigiu seu erro. Mas foi logo interrompido pela campainha.

Dindóm!”, disse a campainha.

“Quem é?”, perguntou o proprietário. O proprietário em questão era o próprio Adalberto.

Dindóm!”, respondeu a campainha.

A moral e os bons costumes não dizem nada, mas as pessoas que simpatizam com os valores envoltos por esse tipo de coisa dizem que não se deve interromper duas pessoas quando estão conversando. Nossa situação, porém, envolve uma pessoa e uma campainha, o que isenta de qualquer julgamento de valor a figura do narrador, no caso, eu. Apesar de ‘eu’ ser a primeira pessoa do singular, eu estou em terceira pessoa. Ou seja, eu sou ele, do ponto de vista dos personagens, ainda que do meu ponto de vista eu continue sendo eu. Sou, portanto, um ‘narrador em terceira pessoa’. Você deve estar se perguntando o porquê d’eu dizer tudo isso. E eu respondo: simples! Sendo eu o narrador, sei de tudo o que acontecerá. Portanto, não participarei das próximas ações, e isso me deixa extremamente feliz. Tão feliz a ponto de partilhar isso com as pessoas, e aparentemente é isso que estou fazendo. Mas voltando ao assunto, gostaria de dizer que interrompi o diálogo dos personagens acima apenas para dizer que já se passaram dois meses, sete dias e algumas horas desde quando nosso serelepe protagonista cometeu aquele ato falho do capítulo anterior. Portanto, não adiantará tirar sarro dele agora, visto que a piada caducou.

“Quem é?”, perguntou de novo Adalberto, agora já tomando o rumo da porta.

Dindóm”, respondeu novamente a campainha, mostrando uma tremenda falta de educação.

Adalberto abriu a porta de sopetão, dando de cara com um ser que aparentemente era uma pessoa. Então, mostrando um exímio domínio sobre o vocabulário, proferiu a seguinte pergunta:

“Quem é você?”.

“Olá! Você deve ser o Adalberto, certo?”, respondeu interrogativamente a pessoa. A campainha, dessa vez, resolveu não se envolver.

“Sim, sou eu. E você? Quem é?”

“Posso entrar?”, e já foi entrando. Depois completou: “Eu tenho uma missão para você.”

“Missão? Que missão? E quem é você?”

“Eu sou um anjo.”

“Ah, tá, conta outra.”

“Você precisa acreditar em mim, Adalberto. Deus está vindo para a Terra, e você está nos planos dele para salvar o mundo!”

“Tá bom, eu acredito.”

“Ahn? Como assim, acredita?”

“Acredito, oras.”

“Mas...não! Você não vai pedir pra que eu prove tudo o que eu estou falando?”

“Pra que?”

“Para você poder acreditar!”

“Mas eu já disse que acredito!!”

“Mas eu posso estar te enganando.”

“Você está?”

“Não.”

“Então...”

“Mas poderia!”

“Mas não está.”

“Você não acredita, não é?”

“Já disse que acredito.”

“Não acredita, não. Você acha que eu sou um louco.”

“Eu sempre achei que Deus me colocaria em seus planos para salvar o mundo. Por isso acredito.”

“Você acha que me engana, é?”

“Olha aqui, você não tá acreditando em mim?”

“Não.”

“Como não?”

“Não estou, oras.”

“E o que eu devo fazer pra você acreditar?”

“Me mostre as provas.”

“Que provas?”

“Provas de que você acredita.”

“Mas não tem provas. Eu só acredito!”

“Sei. Olha aqui, você vai ver hein. Depois não diga que eu não avisei.”

“Mas...”

“Quando ele chegar, você vai saber.”, e saiu revoltado, batendo a porta.

A porta bateu bem na lagartixa, e Adalberto ficou extremamente contente por isso. Mas ficou se perguntando:

“Quando Deus virá? E o que há de errado com a Terra? Onde foi parar o rabo daquele bicho?”

NOVELIETA: primeiro capítulo de estréia.

No mais fétido e carcomido bar da periferia ele jazia atrás de pilhas de garrafas vazias, empunhando em sua mão direita um copo de Steinhäger gelado enquanto à sua frente, sobre a mesa, além das garrafas, havia um cinzeiro transbordando de xepas de cigarro, um copo de cerveja pela metade e um guardanapo, recém trazido pelo garçom, com algumas palavras escritas em caneta BIC azul. Adalberto, nosso intrépido cavalheiro e bravo guerreiro na luta pelo amor escorava-se com o cotovelo na borda da mesa, apoiando a testa em seu punho enquanto lia aquelas mal escritas frases.

“Es tu, cabrón, capaz de saciar una mujer?”

Salazar, o garçom por profissão, indicava-lhe com o dedo a origem de tal pedaço de celulose, e o alvo de seu dedo indicador era nada mais nada menos que a mesa mais temida do recinto: ‘A Mesa Das Mulheres Feias’.

‘E agora?’, perguntou o intrépido sujeito. O intrépido sujeito, no caso, é Salazar, o garçom, que aguardava uma resposta ao pé da mesa, em pé. Em pé tanto ele como a mesa.

‘Agora? Agora caga na mão e joga fora’, pensou Adalberto com o botão de sua calça, afinal estava de camiseta e como toda camiseta que se presa não tinha botões.

‘Uma caneta, Salazar’, ordenou o cavalheiro. E com rápidas e precisas canetadas, caneteou uma mensagem instantânea naquela janela de relacionamento. Um scrap, literalmente.

O intrépido sujeito, que ainda continua sendo Salazar, pegou o papel e caminhou, titubeantemente, para a tão afrontadora mesa, denominada por unanimidade pelos atuais freqüentadores do bar como “A Mesa Das Mulheres Feias”, como já dito há pouco.

‘Oh!’, exclamou uma das integrantes da mesa ao ler a resposta, antes de soltar um leve rizinho sacana na direção de nosso protagonista.

Ele, então, se levanta, cambaleante devido ao efeito alucinógeno de um gole atrás do outro de cerveja e Steinhäger, vai na direção de nossas feiuchas e, sem mais nem menos, na frente de todos, sem temer os olhares das pessoas ao redor, tasca um beijo na boca semi-torta de lamujer’, percebendo que o rizinho sacana na verdade é um defeito físico eterno de sua admiradora. Ao terminar o lambe-lambe sua perna falseia e desaba no chão, desacordado, terminando assim o primeiro capítulo dessa novelieta e cortando o barato do leitor. Afinal um desacordado age tanto quanto um porta-copos, e não há muito para se falar sobre os porta-copos.

estamos evoluindo (?)

A expectativa de vida no Brasil subiu para 72,3 anos. Veja o gráfico

Vendo o gráfico, veja qual região tem a maior espectativa de vida.

Alguma dúvida?

reflexão
'Das duas uma: Ou tudo isso vai por água abaixo, ou nem sobrará água.'
TALVEZ

Escreverei um livro cujo final já sei qual será. Narrarei fatos que ao longo da trama se mostram conectados, na delicada fronteira que separa a ficção da realidade. Ou talvez não. Quem sabe escreverei apenas idéias soltas, sem nenhuma relação entre si e sem me preocupar com o resultado que elas terão quando unidas pelo conjunto. Porque se quando soltas são vagas, talvez unidas passem a demonstrar suas conectividades. E talvez assim eu consiga o final que quero. Talvez, quem sabe?

Incrível como há coisas realmente engraçadas nesse mundo. Como essa clínica para discussão, do antigo programa Monty Phyton. Vale a pena assistir!!
seção pipoca - vitrine
Garfield, de Jim Davis
seção pipoca - Danilo Gentili

Esse cara é demais! Danilo Gentili, humorista, tem um saite, além de alguns vídeos no seutoba!

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